A carne do futuro poderá ser produzida no laboratório. Servidos?!

O mundo está se “veganizando”, sabia? Pois é, a ideologia que estimula a preservação de todos os animais, principalmente em nosso uso alimentar, cresce cada dia mais pelos quatro cantos do planeta. Os principais motivos estão relacionados à saúde, à ética, aos direitos dos animais e do meio ambiente.

Até aqueles que não são adeptos ao movimento do veganismo, que não abrem mão de um bom bife com batata frita, de um rodízio japonês aos finais de semana, dos deliciosos lanches do McDonalds, alegam que de vez em quando sentem um peso na consciência ao saber que estão contribuindo com a morte de milhares de animais e mudariam seus hábitos alimentares se soubessem de mais opções para substituir a carne animal.

Agora imagina aquela picanha suculenta do churrasco ou aquelas almôndegas da macarronada de domingo? Deu vontade, não é?! Agora Imagina ainda come-las sem culpa, sem causar o abate de nenhum animal? SIM, isso é possível! Há uma microrrevolução em curso que pretende reinventar a produção e o consumo de proteína no mundo e, de quebra, agradar a todos os paladares. Sem matar, a carne do futuro poderá vir do laboratório, ao invés de fazendas e abatedouros.

Grandes empresários – como por exemplo Bill Gates, proprietário da Microsoft – estão cada vez mais investindo nesse mercado revolucionário. Só no ano passado a New Crop Capital investiu 5 milhões de dólares. Essa empresa foi a responsável por promover em março desse ano a degustação das primeiras tiras de frango cultivado em laboratório.

Frango cultivado em laboratório

 

Grande porcentagem daqueles que não abrem mão do consumo de animais, alegam que não há substitutos à altura – reclamam de legumes e verduras dizendo que o sabor da carne é incomparável. O que muitos não sabem, é que a carne do futuro possui o mesmo sabor e textura da carne convencional, afinal, é o mesmo alimento, só que cultivado em um ambiente estéril e controlado, sem que nenhum animal tenha sido morto no processo, e sem os impactos ambientais comumente associados à agropecuária convencional.

Os especialistas da área dizem que o processo é indolor. Um pedaço de tecido menor que um grão de gergelim é retirado através de um pequeno procedimento de biópsia, sem que o animal sofra ou seja abatido. As células são então colocadas em uma solução com nutrientes químicos, onde vão crescer e se multiplicar, formando o mesmo tecido do animal.

O processo ainda é caro, mas os pesquisadores da área acreditam que quando chegarem às lojas até 2021, o custo coincidirá com o da carne regular encontrada hoje nos mercados. À medida que o número de empresas produtoras de carne vegetal e ‘limpa’ aumenta e as empresas crescem, as economias de escala rapidamente reduzirão os custos desses novos produtos. “Eles se tornarão mais baratos do que a carne de base animal com rapidez”, afirmam investidores da New Crop Capital.

O caminho para mudança de comportamento de toda uma população certamente será longo, mas quem sabe daqui uns anos, talvez seja possível encontrar um meio termo para preservar o churrasco da da família, reduzir a pressão sobre o planeta, alimentar toda a galera em 2050 e ainda poupar a vida de 60 bilhões de animais abatidos anualmente.

Fonte: Exame.com

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