Acordo com indústria retira mais de 17 mil toneladas de sal dos alimentos

Meta é retirar total de 28,5 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados até 2020.

O brasileiro consome atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 5 gramas. O ministro ressaltou que o consumo de sal em excesso pode levar a doenças crônicas como hipertensão, diabetes e obesidade. Essas doenças, junto com doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% dos óbitos no país. Sabendo disso,  foi feito um acordo de cooperação assinado junto à Associação Brasileira das Indústrias de Alimento(Abia) a fim de retirar o excesso de sal dos alimentos.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que as indústrias já retiraram mais de 17,2 mil toneladas de sal dos alimentos desde 2011, ou seja, é necessário ainda reduzir mais 11,3 mil toneladas de sal nos próximos 3 anos. O maior percentual de redução foi observado nas sopas, que reduziram, em média, 65,15% de sódio por cada 100g de produto. Nas sopas instantâneas, a redução média observada foi de 49,14% por 100g. No queijo muçarela o percentual foi de 23,15%; no requeijão, 20,47%. Na outra ponta, a menor redução média percentual foi nos empanados, 5,7%.

“Estamos acompanhando o esforço voluntário da indústria, temos que entender que isso é uma parceria entre governo e indústria e a motivação é dada pelo próprio consumidor. Considero que estamos cumprindo a nossa meta e vamos fazer um grande esforço para alcançá-la”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A redução feita pela indústria até agora é o equivalente a 4.313 caminhões de 10 toneladas carregados com sal, o que preencheria mais de 60 quilômetros de estrada.  

O acordo realizado entre o Ministério da Saúde e a Abia foi dividido em etapas, sendo que a quarta etapa da redução de sódio foi inferior às duas etapas anteriores.

1ª etapa (abril 2011) – Menos 1.859 toneladas de sódio: massas instantâneas, pães de forma, bisnaguinhas.

2ª etapa (outubro 2011) – Menos 5.793 toneladas: batatas fritas, salgadinhos de milho, bolos sem recheio e recheados, rocambole, misturas para bolo aerado e cremoso, maionese, biscoito salgado, doce e recheado.

3ª etapa (agosto 2012) – Menos 7.241 toneladas: margarinas, cereais matinais, caldos em cubo, caldos em gel, temperos em pasta, temperos para arroz e outros temperos.

4ª etapa (novembro 2013) – Menos 2.361 toneladas: empanados, hambúrguer, linguiça cozida, linguiça cozida resfriada, linguiça frescal, mortadela refrigerada, mortadela, presuntaria, queijo muçarela, requeijão cremoso, salsicha, sopas instantâneas individuais e sopas em geral.

Segundo o presidente da Abia, Edmundo Klotz, a cada etapa, a redução fica mais difícil. Na primeira etapa, a dificuldade era menor, sendo necessário retirar apenas o excesso de sódio. Na segunda etapa, houve a substituição do sódio por tipos de sal reduzidos em sódio, algumas empresas por exemplo usaram temperos naturais. Agora, será necessária a completa reformulação dos produtos, demandando procedimentos mais complicados, como degustação e aceitabilidade. Por isso, segundo o ministro Barros, a redução do sódio deve ocorrer de forma lenta e gradual. Outra notícia boa é que não deve haver um incremento no preço final para o consumidor.

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