Aditivos alimentares: Saiba os tipos e para que servem

Com a Operação Carne Fraca, muitas pessoas ficaram surpresas ao saber que ácido ascórbico, nitrito, nitrato de potássio, entre outras substâncias químicas são utilizadas por frigoríficos. O que poucos sabem, é que essas substâncias são classificadas como aditivos alimentares e estão presentes em diversos outros alimentos além da carne.
Aditivos são substâncias de origem natural ou sintética, que podem ser adicionados durante a fabricação de um alimento com o fim não de nutrir, mas sim de manter, alterar ou intensificar a característica do produto. Entre as funções, estão garantir a segurança, manter o sabor ou melhorar a aparência.
Veja exemplos de aditivos mais comuns nos alimentos e suas respectivas funções:

Airton Vialta, assessor técnico do Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo (Ital), diz que o uso de aditivos nos alimentos é uma questão de necessidade, não de escolha das empresas. Um exemplo é o bolo industrializado. Além dos clássicos farinha, leite, ovo e açúcar, a receita pode levar corantes, estabilizantes, emulsificantes, umectantes e conservantes. “Quando preparamos o bolo em casa, não usamos desses aditivos porque não precisamos de padronização, atratividade e que o produto dure tanto”.
Antes de serem inseridos nos alimentos, os aditivos seguem processos rigorosos de avaliação da sua toxicidade, que definem a quantidade máxima permitida do seu uso. Porém, algumas empresas, utilizam aditivos em excesso para encobrir falhas de processamento. E aí que mora o problema: O uso demasiado dessas substâncias químicas podem vir a causar efeitos maléficos à saúde a longo prazo.
Os aditivos desempenham papel importante na segurança, sabor e aparência, textura e frescor dos alimentos; mas para que não ocorra problemas decorrentes do seu uso, é preciso maior fiscalização para saber se os limites estão sendo cumpridos.

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